27 março 2010

"Oi Scully, Aqui é Acinom - Mônica. Acho que só no bbb de Alberto cowboy me envolvi tanto quanto nesse bbb e sempre no seu blog. Quando acaba o programa, ainda fico com a sensação de: "que pessoas são essas.." Não menosprezando, mas intrigada mesmo.

Dicesar é o que mais me intriga. Não entendo aquela pessoa. E como todo mundo, ele não se resume só a fofoca. São muitos lados, né? Meu pensamento sobre ele se fez na saída de Serginho. Não botei no blog pq é um pouco grande e poderia ser cansativo e pesado. Gostaria que você lesse e me desse um retorno sobre a sua opinião. A sua experiência nesse jogo pode me fazer dormir mais cedo..rs. bjs, Mônica

Foi realmente uma pena a saída de Serginho. Quanto mais Dicesar mostra sua alma, mais claro fica. Quem observa um pouco nota que quem tem problemas com a homossexualidade é ele mesmo.

Serginho é assumido. É feliz. É resolvido. Explora as possibilidades. Brinca com isso. É impossivel não respeitá-lo. Ele é, ele não impõe, ele simplesmente é. E isso puxa tranquilidade e paz. Era divertido ver.

Dicesar, por outro lado, se revolta com sua condição fingindo sentir o contrário. Ser chamado de homem é ofensa (como assim?). Fala somente e por dias a fio, da sua homossexualidade dando a sensação de que é algo separado dele e deixa claro que pra ele sim, ela é a pedra no sapato.
Tanto quanto Lia se diz com cabelos "levemente" enrolados, quando todos aqui vemos que seu cabelo foi domado pela santa progressiva, Dicesar se diz feliz, resolvido, inteiro. Mas só o que se vê é alguem infeliz, amargurado, incompleto, distribuindo farpas por todos ao redor como um cão raivoso, carregado de rancor.

A delicadeza, sensibilidade e cor que a homossexualidade normalmente dá aos gays masculinos é a coleira que segura a fúria de Dicesar. É a máscara que esconde a ira. Mas a máscara é pequena pra tanto e a raiva escapa na risada e na maledicência com tudo e todos.

Ele é seu proprio algoz e mesmo sendo aceito como gay, comemorado como foi no início, urra pelos 4 cantos apontando perseguição. Como um louco que tenta matar ou se desfazer de sua sombra. Por mais que diga que sente orgulho, que bata no peito, ele a carrega como um chumbo amarrado na perna.

Encontrou em Dourado o espelho do que PENSA que deveria/gostaria ser e não é. Ver dourado todos os dias é confrontar sua propria contradição. Teve o programa nas mãos, todos nos encantamos com ele de cara. Mas o que ele pensa de si mesmo falou mais alto. Só ele pensa assim, mas vemos o mundo da cor imposta pelas lentes que usamos. E dicesar não se vê colorido. A cor da lente é cinza."
Texto escrito por Acinom.
FONTE: scullybbb.blogspot.com/

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