08 abril 2010

Notícias
Ativistas libaneses lançam campanha mundial contra muro egípcioda redaçãoA construção, pelo governo egípcio, de um muro subterrâneo para destruir os túneis que levam alimentos, remédios, materiais de construção e armas para Gaza, vem causando uma onda de indignação no mundo árabe. Gaza sofre um bloqueio de fronteiras desde 2006 por Israel e Egito. No sábado, dia 23 de janeiro, a fúria de policiais e soldados contra um protesto na frente da Embaixada Egípcia em Beirute, no Líbano, ganhou destaque nas TVs e nos jornais deste país, que abriga cerca de 400 mil refugiados palestinos, segundo as estatísticas mais atuais. O protesto, ocorrido nas imediações da praça Resistência e Liberação, marcou a terceira atividade da Campanha para Parar o Muro da Vergonha, organizada por uma frente de partidos de esquerda e ativistas independentes e sediada em Beirute. Na sexta-feira, dia 22, foi exibido um documentário gravado em Gaza durante os ataques israelenses de janeiro de 2009. O filme acompanhou o trabalho arriscado e apaixonado da equipe das ambulâncias do Crescente Vermelho. Seus espectadores observaram perplexos quando um paramédico e um motorista foram atingidos e acabaram falecendo. A situação de Gaza, já bastante crítica depois dos ataques que fizeram 1.500 vítimas fatais e 5 mil feridos e almejaram infraestruturas tão diversas quanto hospitais e o depósito de alimentos da UNRWA (agência da ONU para os refugiados – que respondeu debilmente à provocação israelense), pode agora sofrer mais um ataque frontal, com a construção do muro egípcio.Tecnologia americana de intimidaçãoNo dia anterior à exibição do documentário, a frente organizadora da campanha promoveu uma coletiva de imprensa para denunciar a empresa por trás da construção, Arab Contractors, controlada pelo governo egípcio e com filiais e operações em diversos países árabes, incluindo o Líbano e Gaza. Trata-se, segundo os ativistas, de uma empresa cujos investimentos na infraestrutura destruída do Líbano não são bem-vindos se forem feitos ao custo das vidas palestinas.A empresa assume a participação, alegando se tratar de uma iniciativa exclusivamente egípcia. No entanto, uma apuração da BBC revelou a autoria norte-americana do projeto. É do corpo de engenheiros do exército americano a tecnologia de uma parede subterrânea montada como um quebra-cabeça e constituída do aço mais resistente já desenvolvido. Uma vez montada, a estrutura, que descerá a profundezas entre 18 e 25 metros abaixo da superfície e se estenderá por dez quilômetros, será resistente a explosões e furos.O governo egípcio já vinha tentando destruir os túneis com inundações e gás que, segundo o jornal israelense Há’aretz, causaram mortes entre os operadores dos túneis. Mas agora, com apoio de técnicas norte-americanas, o Egito planeja construir uma rede horizontal de canos a 30 metros de profundidade, que despejarão no subsolo a água do mar. O efeito esperado dessa ação é atingir a estabilidade das camadas de solo, levando à impossibilidade efetiva de qualquer construção subterrânea. No entanto, o maior receio dos palestinos é a contaminação da água doce da bacia de lençol freático, que hoje é a única fonte de abastecimento de água em Gaza.Mubarak quer forçar a rendição do HamasHosni Mubarak, ditador que governa o Egito há 28 anos, quer levar o Hamas a uma rendição pelo desespero. Seu governo segue as orientações que os EUA repassam. Entre elas, está a pressão para levar o Hamas a um acordo com o Fatah. Muitos analistas creem que o Hamas saiu vitorioso do confronto com Israel no começo de 2009. Isso porque Israel pretendia destruir as estruturas do Hamas na Faixa de Gaza e levar a população a se voltar contra esse partido – mas nenhuma das metas se concretizou. No entanto, isso não impediu o Hamas, logo depois do recuo da ofensiva israelense, de retomar negociações com o Fatah de Mahmoud Abbas e declarar interesse na solução de dois Estados, para assim obter uma boa imagem perante a ONU e as entidades supostamente humanitárias do imperialismo europeu.Mas a dura realidade é que o Fatah, desde que assinou os Acordos de Oslo para desarmar os palestinos e preparar um Estado submisso e dependente em menos de 18% do território histórico, não pode aceitar do Hamas menos que uma rendição completa. O partido de Abbas, desconsiderando o grande sacrifício feito pelos palestinos de Gaza, exige do Hamas que se desarme e aceite o controle exclusivo do Fatah sobre a polícia palestina, que foi treinada pela CIA para reprimir a Resistência.Com condições como essas, as negociações de reconciliação entre Fatah e Hamas, patrocinadas por Mubarak e ocorridas na cidade do Cairo, acabaram redundando em um fracasso internacional. O muro de Mubarak, portanto, vem para forçar o Hamas a essa rendição, que o governo egípcio exige para abrir as fronteiras.Derrubar Mubarak, derrubar AbbasA totalidade da esquerda mundial está prontamente disposta a reconhecer a necessidade de derrubar Mubarak, que age ditatorialmente contra a vontade da maioria da população de seu país, solidária à luta palestina. E, no entanto, o objetivo de Mubarak, o ditador odiado por todos, é afinal forçar a unidade palestina, só que sob o controle do Fatah.Portanto, para compreender a estratégia desumana por trás do muro egípcio, é necessário extrair todas as conclusões. Mubarak não age sozinho ou apenas com os EUA e Israel: age com Abbas. O Fatah é hoje o maior agente do sionismo dentro da causa palestina. Os palestinos de todos os lugares, seja da Cisjordânia, da Faixa de Gaza, dos campos do Líbano ou de todos os refúgios, bem como os oprimidos solidários, como os do Egito, têm uma tarefa essencial: abrir o caminho para a Resistência. A luta contra o Estado de Israel e qualquer regime árabe colaboracionista é a única que pode levar à derrota desse Estado e à proclamação da Palestina histórica, laica, democrática e não-racista.
Derrotar a agressão genocida de Israel em Gaza! Todo apoio à resistência palestina!


Israel está transformando a Faixa de Gaza em um campo de concentração, com mortes às centenas e o bloqueio de ajuda humanitária. Em nota, o PSTU condena o massacre e exige de Lula a ruptura de relações com Israel.

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