03 maio 2011

VIDA E OBRA

Voltaire Schilling

Voltaire Schilling nasceu em Porto Alegre, em 1944. Leciona História há mais de 30 anos em diversas instituições de ensino. Escreveu os seguintes livros, entre outros: A revolução chinesa: colonialismo, maoísmo, revisionismo (1984), O nazismo: breve história ilustrada (1988), Momentos da história: a função da história na conjuntura social (1988), Estados Unidos versus América Latina: as etapas da dominação (1991), Tempos da História (1995), O conflito das idéias (1999). É colaborador e colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre.

OCIDENTE X ISLÃ

Do rapto da princesa grega Io por mercadores fenícios aos atentados de 11 de setembro de 2002. Das cruzadas cristãs em território mouro a partir do século XI às modernas aventuras colonialistas européias. Da invasão do Egito por Napoleão, em 1798, ao massacre francês da Argélia inssurrecta da descolonização. Da bíblica torre de Babel às atuais disputas árabes-israelenses, este livro aborda todos os acontecimentos importantes na história dos conflitos entre o Ocidente e o Oriente Médio.

Trazendo à luz informações raras, Voltaire Schilling percorre a linha de tempo desde épocas imemoriais, das quais tudo que se tem é o registro da mitologia, passando pelo surgimento e expansão do judaísmo, do catolicismo e do islamismo – as três religiões que desde o berço agitaram a geopolítica mundial –, até chegar nos últimos desdobramentos do mais moderno capítulo dessa história de discórdia e guerras: o petróleo em tempos de Ford e GM.
EUA, sangue em setembro - I


O Golfo Pérsico
De Saddam ao Talibã



O Islamismo
Geograficamente, o Islamismo, religião fundada pelo profeta Maomé, é uma fé que predomina nos países do sol, aclimatizando-se melhor na longa faixa de terra que, partindo das praias africanas do Atlântico, segue para o Leste pela borda meridional do mar Mediterrâneo, inclinando-se depois em direção à Mesopotâmia, passando pela Península Arábica, alcançando o noroeste da Índia. Dali chega, pelo Oceano Índico, até as ilhas tropicais da Indonésia e das Filipinas. Outro dos seus longos braços avançou célere para a Ásia Central, afastando os ritos fetichistas e pagãos, realizando conversões em massa. Nos seus 1400 anos de existência, o islamismo conseguiu a façanha de converter 1/5 da humanidade a sua fé. Trata-se de uma religião que abriga todas as raças e todas as línguas. Talvez, exatamente por esse seu ecumenismo, por essa tentativa de abraçar o mundo inteiro, é que ela terminou por conflitar-se com o cristianismo, que também nasceu no mesmo espaço geográfico e igualmente abriga o desejo de salvar e converter todos a fé de Cristo.

Maomé
Ao contrário de tantos outros profetas, que só conseguiram sedimentar sua mensagem por meio de apóstolos, muito tempo depois da morte, Maomé viu ainda em vida sua obra ser consagrada. Em 630, depois de vinte anos de pregação, ele entrou em Meca como um vitorioso. 

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O arcanjo Gabriel aparece para Maomé
Conseguira converter ao Islã, a nova fé anunciada por ele, não só a cidade principal da Arábia, como toda a grande península da qual ela fazia parte. Nascido em Meca em 570, durante anos ele viajara como mercador pelas rotas dos desertos Saarinos, atividade que permitiu-lhe juntar um bom patrimônio, especialmente devido ao seu casamento com a rica viúva Cadija. Com o tempo, ele sentiu-se cada vez mais envolvido por preocupações religiosas, entregando-se à meditação em breves retiros que começou a fazer. Somente aos 40 anos, ao redor de 610, ele teve por fim uma revelação, quando o arcanjo Gabriel fez-lhe ver que o Todo-Poderoso o escolhera como o seu mensageiro. Retirado para uma gruta no Monte Hira, Maomé terminou por confirmar a aparição, dedicando-se então a pregar a boa nova. Só havia um Deus! Era Alá, e todos deveriam resignar-se perante ele (islam).

A revelação do Monte Hira
A escolha dele como "apóstolo de Alá" deu-se sob duas formas: uma intelectual e outra emocional. A primeira delas, a revelação propriamente dita (tanzil), fez dele o redator da Escritura Sagrada, do Corão (recitação) trazida a ele por um anjo. A outra parte da revelação ocorreu em forma de uma inspiração (nahyi, ilman), responsável pela conversão do coração do Profeta, passando a regular a sua conduta e servindo como exemplo aos fiéis. Maomé confiou a sua visão a sua mulher Cadija, que tornou-se sua primeira seguidora, convertendo a seguir os seus próximos. A sua tentativa de ganhar o coração dos corachitas, tribo em que nascera, porém, trouxe-lhe os primeiros dissabores. Maomé, como a maioria dos profetas, demorou para ser bem aceito na sua cidade, mas mesmo assim ele não esmoreceu em fazer da nova crença um poderosos instrumento para estabelecer novas bases sociais para os povos do deserto. O ponto da discórdia entre Maomé e os principais de Meca, foi justamente a condenação dele à adoração dos ídolos.

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Caligrafia árabe em estilo thuluth
Já naquela época, Meca, por ser o local onde se encontrava o sagrado poço de Zem-zém (do qual o avô de Maomé foi zelador), de onde, desde tempos imemoriais, jorrava água, era uma cidade que acolhia peregrinos vindos dos diversos cantos do deserto. Os comerciantes da praça, e toda aquela chusma que vivia ao redor da Caaba, a pedra negra sagrada, (depois designada como Baitullah, a Casa de Alá na Terra) temiam que a pregação contra a idolatria afastasse os visitantes, estragando-lhes o negócio. O desentendimento deles com Maomé, fez com que o profeta se retirasse para a cidade vizinha de Medina. Este movimento, chamado Hégira (retiro), assinalou a data da Nova Era (16 de julho de 622), ano um do calendário muçulmano. Entrementes, o número de seguidores (muhadjirun) aumentava, opondo-se aos que se negavam à conversão, os munafiqun (os hipócritas, os que não aceitavam a nova fé).
O embate final deu-se na "batalha do fosso" em Medina, quando a cavalaria enviada de Meca fracassou em tomar de assalto as posições do Profeta. Esta vitória, ocorrida em 627, abriu caminho para o Tratado de Hodaibyia, de 629, que assinalou a capitulação dos habitantes de Meca, permitindo que o Maomé retornasse vitorioso a sua própria casa.
Neste espaço de tempo, o profeta passara por três fases distintas: inicialmente, numa época entremeada por meditações e dúvidas, ele fora o eleito por Alá como o seu Anunciante, depois revelou-se um comandante de homens, um general, um estrategista, para finalmente terminar os seus dias como um conquistador e um estadistas, aquele que lançaria as bases de um estado islâmico.


O cenário histórico
A região da Arábia na época de Maomé, isto é entre os séculos VI e VII, pertencia a periferia do Império Romano do Oriente (Bizantino), também considerada área de interesse marginal pela outra potência daquela época, o Império Persa ( Sassânida).

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Maomé na gruta do Monte Hira junto aos primeiros fiéis
A Arábia por sua vez, uma península de mais de 3 milhões de km2, nada mais era do que um imenso deserto, habitado aqui e ali por pequenas tribos beduínas que, com suas caravanas de camelos, cortavam suas areias, dunas e montanhas, em todos as direções daquele mundo desolado. Elas viviam em intermináveis conflitos, travando guerras entre si, ou pela posse dos oásis ou para vingar um saque a que foram submetidas. Cada uma das tribos tinha um culto em torno dos seus ídolos particulares. Maomé, importando o monoteísmo de suas viagens, também trouxe na bagagem a idéia de um império da lei e da ordem. O resultado disso foi o Islã, a fusão de um mística religiosa baseada num deus único, omnisciente e omnipresente, com um estado de lei e ordem comum a todos habitantes do deserto. O seu objetivo era estabelecer a paz entre eles, sendo que o sentimento de fraternidade islâmica deveria superar os códigos limitados dos clãs e das tribos, convertendo-as numa Umma, isto é a imensa comunidade dos crentes em Alá.


Os preceitos da nova fé
O Islamismo é uma religião que chama a atenção por sua absoluta simplicidade.

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Interior da Mesquita de Córdoba, Espanha
Talvez por ter nascido no deserto e não ter encontrado de imediato nenhum império poderoso que o acolhesse, como ocorreu com o cristianismo em Roma (tornado religião oficial em 390) e com o zoroastrismo no Reino da Pérsia, o Profeta dispensou os aparamentos litúrgicos mais rebuscados, bem como um cerimonial solene e pomposo, tão comuns às outras religiões. Se bem que aceita a existência de alguns mensageiros divinos, não há santos nem outros intermediários significativos entre o muçulmano (aquele que se submete a Deus, o crente) e o Único (Alá). O fiel comunica-se diretamente com o Todo-Poderoso, perante quem todos são iguais, sem distinção de qualquer espécie. Frente a Alá, não há ricos nem pobres, nem nobres nem parias. Na sua época, o islamismo foi o mais poderoso instrumento de igualitarismo entre os homens, pois a pregação da caridade e da fraternidade tornou-se uma ponte que ligava os extremos sociais e aplainava os preconceitos contra os pobres.


Obrigações do crente
Maomé nunca se viu como divino, dotado com uma outra natureza que não fosse a humana. O Corão, livro sagrado do islamismo, composto de suras (capítulos) e versículos, foi-lhe inspirado por Alá, não se trata de um testemunho como os Evangelhos cristãos, mas sim as lições do próprio Único as quais o fiel deve recitar. Maomé considerava-se o derradeiro profeta de uma linhagem que começara com Moisés (que trouxe a Torá), passara por Davi (que escrevera os Salmos), Jesus (que aparece nos Evangelhos) e ele, Maomé, autor do Corão. Justamente por isso, por ele ser o último dos profetas históricos, ele os superou. A adesão do crente ao Islã verifica-se pela obediência e o comprometimento com o que denominou-se os cinco pilares do muçulmanismo:
1) a declaração de fé em Alá (shahada);
2) a oração diária (salat);
3) a peregrinação à Meca (hajj ou Hégira);
4) a prática do jejum religioso (no mês do Ramadã);
5) e, finalmente, o compromisso com a caridade (em forma do dízimo, o zakat). Alguns supõem que também faz parte das obrigações, entrando como o 6º pilar, a adesão à jihad, a guerra santa na defesa do Islã.


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Interior da mesquita


A mesquita e a prece
Tal como o judaísmo ensejou a sinagoga e o cristianismo a igreja, o islamismo também criou o seu próprio templo: a mesquita (do árabe mosqe, derivada de masjid, lugar onde se prostra). A primeira delas foi fundada por Maomé em pessoa, na época em que esteve exilado na cidade de Medina. No chão dela encontram-se espalhados, em linha, os tapetes sobre os quais os fiéis fazem a prostração e rezam as orações, sempre voltados em direção ao mihrab, um nicho fixado na parede que indica a direção de Meca. É obrigatório aos que a freqüentam, retirar o calçado em sinal de respeito como um gesto de purificação (deixa-se a poeira da rua na entrada). As preces são presididas por um imã, do alto de um minbar (púlpito), que também é o responsável pelo khutbah (o sermão), não havendo porém um corpo oficial de sacerdotes responsáveis pela liturgia. Na mesquita não devem existir reproduções de figuras humanas ou animais, pois esta foi um proibição expressa pelo Profeta. Em compensação ela pode ser decorada com passagens do Corão, escritas em bela caligrafia, ou ainda profusamente decorada com arabescos. Para chamara o povo às preces, instalou-se no alto dos minaretes que cercam a mesquita, o muezim, que lá de cima avisa, com voz forte e ondulada, a hora da salaah (oração) que se divide ao longo do dia em cinco momentos: a fajr (ao amanhecer); a zuhr (ao meio-dia); a asr (durante a tarde); magrib (ao entardecer); e a ishha (à noite). Em cada uma delas a recitação é:
Allaabu Akbar (recitar 4 vezes: "Alá é o maior").
Ash'hadu an laa ilaaha illallaah (recitar 2 vezes: "Sou testemunha de que não há nada senão Alá")
Ash'hadu anna Muhammadar-rasulullaah ("Sou testemunha de que Maomé é o mensageiro de Alá").
Haya 'alas-salaah ( recitar 2 vezes: "Venham rezar").
Ilaya 'alal falaah (recitar 2 vezes: "Venham para Deus").
Allaaku Akbar (recitar 2 vezes: "Alá é o maior").
Laa ilaaha illallaah ( e uma vez: "Não há nenhum Deus senão Alá").

O Corão, livro sagrado do Islã
O Qu´ram (O Corão), livro sagrado dos muçulmanos, é um conjunto notável de ensinamentos de Alá transmitidos ao profeta Maomé ao longo da sua existência.

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Mesquita de al-Hakim, no Cairo
Supõe-se que a maioria das 114 suras (capítulos), de que ele é composto, foram-lhe inspirados em Medina e Meca, sendo imediatamente registradas, copiadas e recitadas, pelos seus seguidores, entre os anos de 610, ano da conversão de Maomé, até a morte dele em 632. Provavelmente outras passagens foram-lhe acrescentadas até o ano de 650. Como a linguagem de Alá nem sempre é facilmente entendida, suas alusões foram motivo do surgimento de uma ciência de interpretação, feita pelos doutores corânicos, os teólogos islâmicos. O Corão é um imenso tratado moral e ético que serve para orientar o crente a encontrar o bom caminho, tentando fazer com que os homens reprimam os seus instintos piores, que resistam à maldade e à perversão, encontrando consolo e apoio nas palavras enviadas do além diretamente por Alá. Escrito em árabe, a língua preferida pelo Todo-Poderoso, as cópias do Corão vão estimular várias escolas de caligrafia, cada uma delas procurando esmerar-se em tornar o texto uma obra de arte. Por organizar-se ao redor de um só livro é que o islamismo terminou por considerar os outros "Povos do livro", como os judeus e os cristãos, como aparentados ao maometanismo, todos filhos de Abraão.


Estrutura religiosa e civil


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Os fiéis ao redor da Caaba em Meca


A sucessão do Profeta
Quando Maomé morreu em Meca, em 632, provavelmente aos 62 anos de idade, ele não deixara nenhuma determinação quanto a sua sucessão. Seus herdeiros, Abu Bekr e Omar, pertenciam ao seu círculo familiar, e decidiram-se autodenominar-se de califas (os sucessores), acumulando funções religiosas e seculares, sem porém ter a pretensão de acrescentar seja o que for à palavra e à obra do Profeta, preocupando-se mais em preservar e em difundir seus ensinamentos.

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A não existência de um corpo sacerdotal separado do estado, não gerou no mundo muçulmano o conflito tão comum na cristandade entre o poder temporal ou secular (exercido pelo imperador ou pelo rei) e o poder espiritual (representado pelo papa ou pelo sacerdote). Desconhece o Islã, a não ser recentemente, a independência dos poderes. Em geral, num país muçulmano, religião e estado encontram-se misturados, fundidos numa coisa só - a ordem islâmica. Os principais califados, sucessores do Profeta após a sua morte, foram o Califado de Abu Bekr (632-634), o Califado de Omar (634-644, o Califado de Otman (644-656), o Califado de Ali (656-661) e o Califado de Moawiya I (661-680), enquanto as principias dinastia que dividiram o vasta império maometano entre si foram a dos Ominadas (Império Árabe), a dos Abássidas ( Império Muçulmano) e a dos Fatímidas (o Reino do Egito).


A expansão
Nenhuma das grande religiões universais conheceu uma expansão tão acelerada como o Islamismo. Tendo como seu berço geográfico a Península Arábica, mais precisamente a cidade de Meca, no final do século VII ela já havia conquistado ou convertido a maior parte das cidades do Oriente Médio, expulsando facilmente o domínio cristão-bizantino de lá. Em 711, o general Tárik, chefe de tribos berberes do norte da África, desembarcou no sul da Península Ibérica, dando início a sua submissão. Só não conseguiram tomar a França porque foram derrotados por Carlos Martel em Poitiers em 732. Detidos ao ocidente, o fluxo islâmico voltou-se para o oriente. Em 751, um exército árabe derrota os chineses no Turquestão, implantando lá a bandeira do Profeta (verde com a lua crescente em seu meio). Outra onda de expansão parte de Bagdá, na Mesopotâmia, e, atravessando o Golfo Pérsico, alastra-se em direção ao Irã, ao Afeganistão e ao norte da Índia. Dali, retomando forças, desloca-se para a Malásia, para a Indonésia, chegando até a ilha de Mindanao no sul das Filipinas. Em apenas quatro séculos, de 650 a 1050, considerados a Idade de Ouro do Islã, uma impressionantes extensão de terra, com milhões de habitantes, convertera-se à religião do Profeta Maomé.


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O Domo da Rocha, mesquita de Jerusalém



A reação ao islamismo
Para o historiador Henri Pirenne foi o império árabe, surgido assim quase do nada, quem forçou a Europa, num gesto defensivo, a tentar restaurar a antiga grandeza do império romano do Ocidente, pelas mãos de Carlos Magno, rei dos francos, que, em 800, foi proclamado em Roma Imperador do Ocidente. As Cruzadas, conclamadas pelo papa Urbano II, em 1095, nada mais foram do que uma grande contra-ofensiva cristã para aliviar o sufoco que a gente do Profeta submetera a cristandade oriental e ocidental. O esfacelamento do império muçulmano em vários califados e emirados é atribuído a um contradição típica dos povos nômades. Sendo gente do deserto, vagando de um lado para o outro, as tribos nômades que formavam a massa das tropas islâmicas dessa primeira fase, se bem que vocacionadas para a guerra de conquista, terminavam por debilitar-se ao dominar os povos sedentários. Além disso, os califas não conseguiram manter uma unidade de comunicações, como as estradas e as rotas navais foram para os romanos, nem criar uma burocracia universal que servisse como elo de ligação entre o todo e as partes, como por exemplo, foram os mandarins no Império da China. Com o tempo, as províncias (Córdoba na Espanha, Damasco na Síria, Bagdá, no Iraque) formaram califados independentes, enfraquecendo o império. Mas isso deu-se no campo da política, porque no que toca a religião, o islamismo, tendo por base a Mesquita e o Corão, continuou ativíssimo e altamente sedutor, convertendo milhares de homens e mulheres à fé do Profeta, atuando num arco que se estendeu do oceano Atlântico até o Mar da China, do coração da África Negra, no Sudão, até as estepes asiáticas da Eurásia.


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A península arábica, berço do islamismo




Bibliografia

Brissaud, Alain - Islão e Cristandade ( Puma, Lisboa, 1993) 



Cahen, Claude - El Islam, I - desde los orígenes hasta el comienzo del imperio otomano (Siglo XXI, Madri, 1972) 



Grunebaun, G.E. von - El Islam , II desde la caída de Constantinopla hasta nuestros dias (Siglo XXI, Madri, 1975) 



Hourani, Albert - Uma história dos povos árabes ( Cia. das Letras,SP.1994) 



Jaldun, Ibn - Introducción a la historia universal - Al-Muqaddimah(Fondo de Cultura Económica, México, 1997) 



Lewis, Bernard - O Oriente Médio ( Jorge Zahar, RJ, 1996) 



Mantran, Robert - Expansão muçulmana : séculos VII-XI (Pioneira, SP., 1977) 



Perroy, Édouard - A Idade Média - a preeminência das civilizações orientais, in História Geral das Civilizações, vol. 6 ( DIFEL, SP., 1964) 



Rodinson, Maxime _ Islam et capitalisme ( Seuil, Paris, 1966) 



Toynbee - Arnold J.- Estudio de la Historia ( Emecé , B.Aires, vol.III, 1953)








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