08 maio 2011

"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles."

QUEM AMA NÃO LIGA PRA RAÇA ADOTE UM '' VIRA - LATA '' 


Esqueçao petróleo, a ocupação, o terrorismo, ou mesmo o Al-Qaeda.  O perigo real para os iraquianos nos dias de hoje é o câncer. O Câncer está se espalhando como fogo no IraqueMilhares decrianças estão nascendo com deformidades.
Os médicos dizem que estão lutando para lidar com a ascensão decâncer e defeitos de nascimento, especialmente nas cidades submetidasa bombardeamentos americanos e britânicos pesados -. Jalal Ghazi,para a New America Media.









 FOTO IRÔNICA: Soldados dos EUA (Marines) oram a Deus, pelo sucesso de suas missões antes de iniciarem bombardeios e ataques com mísseis carregados com ogivas de fragmentação no Iraque. Invasão de Basra,Bagdá, Mosul e em outras cidades, o Iraque, Abril de 2003. Foto:MarchforJustice.com
--------- Mensagem encaminhada ----------
De: Marco Aurelio<masquino@...>
Data: 11 de março de 2010 08:42
Assunto: Crianças deformadas no Iraque.E os direitos humanos???????????????????????
Para: viomundoteve@..., Eduardo Guimarªes <edu.guim@...>






Ajudem as crianças deformadas de Fallujah

5 de Dezembro de 2009
Iraq Solidarity UK
Fonte: uruknet | Tradução de Francisca Macias
Carta enviada em 18 de Outubro 2009
Para: As Nações Unidas

As crianças deformadas de Fallujah

Posted on 02-02-2010
Filed Under (AconteceInternacionalOriente Médio) by Vera L.

Carta  à Orgnização  das Nações Unidas
As jovens de Fallujah, no Iraque, vivem com terror de terem filhos, devido ao aumento do número de bebês que nascem com malformações grotescas, sem cabeça, com duas cabeças, um único olho na testa, com o corpo coberto de escamas ou sem membros.
Além disso, as crianças na primeira infância  estão a deparar-se com terríveis cancer  e leucemias.
Estas deformações são bem documentadas, por exemplo,  em documentários do canal de televisão do Reino Unido SKY em 1 de Setembro de 2009, e em Junho  de 2008.
Através do nosso contato direto com médicos de Fallujah, foi-nos relatado que:
Em Setembro de 2009, nasceram no Hospital Central de Fallujah 170 bebés, 24% dos quais morreram nos primeiros sete dias, sendo que  75% dos bebés mortos foram classificados como deformados. Estes dados podem ser comparados com os dados do mês de Agosto de 2002, em que nasceram 530 bebês dos quais seis morreram nos primeiros sete dias e apenas foi relatado um defeito de nascimento.
Os médicos de Fallujah comentaram especificamente que não só eles estão a testemunhar defeitos de nascimento em quantidade sem precedentes, como os partos prematuros também aumentaram consideravelmente a partir de 2003. Mas o mais alarmante é os médicos terem dito que “ um número importante de bebês que sobrevivem, começam mais tarde a desenvolver várias deformações”.
Um dos muitos médicos e cientistas profundamente preocupados com Iraque, o Dr.Chris Burns Cox, médico do Hospital Britânico, escreveu uma carta à Rt.Hon.Clare Short, pedindo informações desta situação. Ela escreveu ao Rt.Hon.Douglas Alexander, Secretário de Estado do Departamento para o Desenvolvimento Internacional pedindo esclarecimentos sobre a situação das crianças deformadas de Fallujahh.
Houve uma resposta datada de 3 de Setembro 2009 (dois dias após a transmissão do canal SKY, no dia 1 de Setembro),  do ministro-adjunto do Secretário de Estado, o Sr.Gareth Thomas MP, Ministro do Departamento para o Desenvolvimento Internacional,  onde ele nega que haja mais do que duas ou três crianças deformadas em Fallujah, por ano, e declara que,  portanto, não há problema. Isto está em absoluto desacordo com os relatos provenientes de Fallujah.
Um coveiro confirmou que em  um único cemitério enterra quatro ou cinco bebês por dia, e  diz que a maioria têm deformações.
Clare Short cedeu-nos uma cópia desta carta. Ela é exactamente igual a três outras respostas que recebemos ao longo de quatro anos, no que diz respeito à questão da saúde infantil e ao uso do urânio empobrecido.
Todas estas cartas se baseiam em mentiras com o objetivo de confundir as pessoas a que se destinam. Na sua autobiografia “Honorable Deception?” Clare Short diz “A primeira intenção do Número 10 (Downing Street) é mentir “. Consideramos a falsidade da carta do Sr.Thomas e das outras cartas que recebemos, extremamente grave. Estas  não tratam de questões menores de corrupção ou impostos, mas sim da utilização de forças militares e de armas mortíferas.
O uso de certas armas tem repercussões terríveis. O Iraque vai-se tornar, se não se tornou já, um país onde é aconselhável não se ter filhos. Outros países irão olhar para o que tem acontecido  e copiar o total desrespeito dos Aliados da Coligação à Carta das Nações Unidas, ao Tratado de Genebra, às Convenções de Haia, e ao Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.
Alguns países, como o Afeganistão, também virão a sentir os danos de longo prazo ao meio ambiente, calculados em biliões de anos, e os efeitos devastadores do urânio empobrecido e das bombas de fósforo branco.
Se, como dizemos na carta ao Ministro do Departamento para o Desenvolvimento Internacional, o Governo do Reino Unido não conhece claramente os efeitos das armas que utiliza, nem, por uma questão política, sabe “o número de vítimas que elas fazem” , como pode o Governo do Reino Unido avaliar se está  conduzindo  as guerras no Iraque e Afeganistão de acordo com o Direito Internacional, especialmente em termos da “proporcionalidade” e  danos ao meio ambiente?
Como pode o Reino Unido saber da ilegalidade dos sistemas de armas que vende no mercado internacional, tais como os mísseis “Storm Shadow”,  se o próprio Departamento do Governo -   que supostamente avalia as mortes e as necessidades médicas das crianças e adultos no Iraque -   não está  dizendo  a verdade?
Nós exigimos da Assembleia Geral da ONU o seguinte:
1.Reconhecer que há um grave problema em relação ao número sem precedentes de defeitos de nascimento e casos de cancer  no Iraque, especialmente em Fallujah, Basra, Bagdá  e Al-Najaf.
2.Criar um comité independente para conduzir uma investigação detalhada sobre o problema do aumento do número de defeitos de nascimento e de cancer no Iraque.
3.Proceder à limpeza de materiais tóxicos usados pelas forças de ocupação, incluindo o urânio empobrecido e fósforo branco.
4.Impedir a entrada de crianças e adultos em áreas contaminadas para minimizar a exposição àqueles perigos.
5.Investigar se foram cometidos crimes de guerra ou crimes contra a humanidade e assim defender a Carta das Nações Unidas, o Tratado de Genebra, as Convenções de Haia e o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.
Atentamente,

Iraq Solidarity

Fallujah e o terrorismo ocidental

Fallujah e o terrorismo ocidental
Carlos Aznárez (director de Resumen Latinoamericano)
Mais de seiscentos cidadaos iraquianos fôrom assassinados brutalmente num par de dias em Fallujah, 243 deles som crianças e outros dous mil habitantes ficárom gravemente feridos com a operaçom ianque de castigo. 600 cadáveres numha populaçom de 600 mil habitantes.
Este é, sem dúvida, o remédio dos poderosos para os povos que nom se submetem. Umha receita que indica que neste mundo já nom há lugar para a racionalidade, porque assim o imponhem os senhores da guerra, os Avançados do fundamentalismo mais antigo, o mais letal: o do Ocidente.
Seiscentas vidas fôrom ceifadas após os bombardeios. Caírom despedaçadas após os disparos de avions e tanques norte-americanos. Sob as balas da democracia pacificadora, ali, em Fallujah. Crianças despedaçadas, jovens com o corpo feito peneira polos estilhaços de explosivos "inteligentes" e pola brutalidade da metralha. Dezenas de fiéis mussulmanos carbonizados polas chamas provocadas polo napalm. Qual era a sua culpa? Rezar numha mesquita, que para os homens da nova Cruzada fascista converteu-se num objectivo militar.
Pensar é perigoso, rezar é perigoso, viver é perigoso, lá, em Fallujah.
Hospitais atingidos polos morteiros daqueles que afirmam defender a liberdade dos iraquianos, escolas que desaparecêrom do mapa, e a infraestrutura desta cidade mártir, que acaba de ser completamente destruída.
Nom esquecer: Esta é a cultura que impom o Ocidente. Ontem, hoje e sempre.
Entre esses seiscentos corpos mutilados, até chegar o invasor, corria aos borbotons a vida e a esperança, mas também a rebeldia, que finalmente quijo impedir que se manchasse a soberania de um povo que nom aceita pôr-se de joelhos perante o ocupante.
Nós nom faríamos o mesmo se nos coubesse ser Fallujah?
Seiscentas mulheres, seiscentos anciaos, seiscentos homens de trabalho - até chegarem eles -, seiscentos jovens e adolescentes, seiscentas crianças. Som tantos que só mencioná-los aflige. Entretanto, parecem nom valer nada para o mundo dessa matilha assassina que mesmo depois do massacre tenta sustentar um discurso, umha razom, umha desculpa.
Esta enorme quantidade de seres humanos que hoje já nom existem em Fallujah parece ser diferente de outros mortos, tam mortos como eles. Tomemos como exemplo os de Madrid, sacrificados polo horror de resposta num 11 de Março. Os de Tel Aviv quando a resistência palestina decide exercer a vingança a tanta morte e tanta afronta sofrida. Ou os dos outros rincons inóspitos do mundo ocidental.
Parece que, graças à hipocrisia geral, há mortos de primeira neste mundo de quarta. Mortos que inspiram o Papa a convocar os seus crentes para enfrentar o terrorismo (nunca o terror dos Estados opressores, Santo Padre?), mas nom incomodam nem um pouco o chefe do Vaticano quando os caídos som iraquianos, afegaos, ou inocentes cordeiros de um Terceiro Mundo que estala onde quer que se olhe.
Mortos com amplíssima cobertura midiática, com manifestaçons multitudinárias de afliçom, onde marcham lado a lado os legionários da guerra que invadem países e massacram populaçons inteiras, com as vítimas das suas decisons despóticas de ir à guerra para continuar a acumular riquezas.
Fallujah e Bagdad hoje, Cabul ontem, Belgrado antes. Palestina sempre, assim como Vietnám, Coreia, Argélia, Panamá. É a repartiçom equitativa do horror em nome da civilizaçom das transnacionais, cobiçosas até o enfartamento.
Nom mais mortos por culpa da loucura desencadeada polos gringos, sejam estes ianques, ingleses, italianos ou espanhóis. Poderia ser umha palavra-de-ordem da hora para milhons de cidadaos de todos os nossos países, mas seriam palavras sem sentido se nom as convertêssemos em acçom.
Nom mais hipocrisia na hora de contar e propagandear os mortos de um lado e minimizar e ocultar os mortos do outro, como se realmente houvesse diferenças dentro da tragédia compartilhada. Do contrário, com que fórmula poderíamos impugnar, mesmo que o fagamos, as porçons de terror que a cada momento nos cabem por desgraça neste lado da trincheira? Com que argumentos dizer aos "outros" que nom nos fagam o mesmo que eles sofrem quotidianamente - 243 crianças assassinadas em Fallujah! - graças à bestialidade daqueles que dim representar-nos?
Fallujah, a sua gente, os seus resistentes heróicos, tem o direito conquistado de que se acabe com esta sensaçom de hipnose colectiva onde nós próprios, os que queremos, defendemos e apoiamos o valente povo do Iraque, por vezes somos presos por umha paralisia tam inexplicável como perigosa para o nosso futuro. Ou será que estamos a acostumar-nos ao genocídio?
Se nom reagirmos hoje, quando nossos povos se convertem em Fallujah por obra e graça da ambiçom de criminosos de guerra do porte de Bush, Blair, Berlusconi, Aznar ou Sharon, amanhá será demasiado tarde.
Fallujah. Repitamos esse nome, e fagamos dele um símbolo de recusa planetária ao imperialismo mais brutal que já existiu na história da humanidade. Esse que se revolve em Washington entre os gritos de terror das suas vítimas.
Como Nagasaki e Hiroshima: FALLUJAH. Deve marcar um antes e um depois na nossa condiçom de seres humanos.


FONTE: http://www.primeiralinha.org/destaques3/fallujah.htm

Fallujah não me sai da memória

Fallujah não me sai da memória
19 de Abril de 2009
Laith Mushtaq, operador de câmara da Al Jazeera
Fonte: uruknet | Tradução de Francisca Macias
 Abril 2009
Laith Mushtaq foi um dos dois únicos operadores de câmara independentes que fizeram a cobertura de toda a ‘batalha de Fallujah’ em Abril 2004, onde morreram 600 civis.
Passados cinco anos, ele volta a relatar os acontecimentos que testemunhou e filmou.
“O que vocês viram na TV em vossas casas reflecte apenas dez por cento da realidade. Além disso, quem está a ver aquelas imagens em casa, pode mudar de canal.
Mas nós estávamos lá no meio. Cheirávamos, sentíamos, víamos e tocávamos em tudo. Podíamos tocar nos corpos, mas não podíamos mudar de canal. Nós estávamos no próprio canal.
Quando penso em Fallujah, penso no cheiro. O cheiro deixava-me tonto. Num corpo morto há uma espécie de líquido, um líquido amarelo. O cheiro é verdadeiramente nauseabundo. Cola-se ao nosso nariz e nem conseguimos comer.
E não podemos arrancar as imagens da nossa mente, porque as vemos todos os dias: explosão, morte, explosão, morte, morte.
Depois do trabalho, sentávamo-nos e víamos bocados de carne nos nossos sapatos e sangue nas nossas calças. Mas não estávamos em condições de pensar porquê.
Lembro-me que em Abril de 2004, eu estava no escritório de Bagdade quando o meu chefe disse:”Temos informação de que os norte-americanos vão atacar Fallujah. É preciso uma equipa para ir imediatamente para lá. Quem pode ir?”
E eu disse: “ Vou eu. Eu posso lá ir.” Não hesitei um momento.

Filmar era um ‘dever’
Eu sabia que o preço a pagar era alto. Podia até ser a minha própria vida. Mas se eu tivesse medo de morrer, não poderia segurar uma câmara em qualquer sítio perigoso. Sei que hei-de morrer algum dia. Amanhã, o mês que vem, o ano que vem, ou daqui a dez anos, não sei.
Mas a questão está em eu poder morrer na cama ou poder morrer a fazer alguma coisa útil.
Fallujah era o meu dever. Tinha que mostrar a verdade às pessoas de fora do Iraque.
Pela verdade, eu transmiti o que realmente aconteceu naquelas ruas. Não há nenhuma mensagem política, só o que eu pude ver com os meus próprios olhos. Porque havia pessoas que ao falar sobre Fallujah diziam “ Não está a acontecer nada “ ou “as pessoas estão bem” e “ tudo está calmo”.
Seria óptimo que tudo estivesse calmo. Eu estaria feliz se nada tivesse acontecido. Eu filmaria essa estabilidade e mostrá-la-ia com prazer. Mas a realidade era muito diferente.
Um dia, julgo que em 9 de Abril 2004, alguém com um megafone na maior mesquita de Fallujah avisou: “ Os norte-americanos vão abrir uma passagem e as mulheres e crianças podem sair.”
Logo que ele acabou as mulheres e crianças começaram a procurar um transporte para abandonar a cidade mas quando elas iam na rua, os militares norte-americanos abriram fogo.
Há uma imagem que eu não posso esquecer. Uma velha mulher acompanhada de três crianças; eu vi-a na rua e tirei-lhe uma fotografia dela e das crianças.
Então ela disse: “Não temos nenhum homem connosco, alguém nos pode ajudar?” Muitos homens de Falluhah trabalhavam em Bagdade, e logo que a cidade foi isolada, eles não puderam voltar para as suas mulheres e filhos.
Por isso, alguns homens ajudaram-na e eu decidi filmar a cena, e sentei-me depois a fumar.
Passados dez minutos, uma ambulância desceu a estrada. Corri para seguir a ambulância e quando abriram a porta, eu vi a mesma mulher e as mesmas crianças – mas elas estavam em pedaços.
Ainda me lembro que as enfermeiras não podiam carregar o corpo da mulher porque ela estava desfeita em muitos pedaços, e as pessoas davam um salto atrás quando a viam. Então uma enfermeira gritou: “Então, ela parece a vossa mãe.”
Em iraquiano aquilo significa:” Ela podia ser a vossa mãe, por isso tratem-na como se fosse a vossa Mãe.” Todos se levantaram esforçando-se por transportar um bocado do corpo, porque precisavam de libertar rapidamente a ambulância que era necessária para outras pessoas.
“Nós ouvíamos pessoas a gritar dentro do hospital, por já não haver sedativos.
Tinham de amputar pernas sem anestésicos
Nós estávamos com a câmara em frente do maior hospital, mas precisávamos de doze operadores de câmara para podermos cobrir tudo o que aconteceu naquele dia.
Havia cinco ou seis ambulâncias indo e vindo com mortos e feridos. Quando eu estava a filmar pessoas dentro do hospital, havia muitas outras de fora. E quando eu filmava as de fora, havia outras tantas lá dentro.
Eu e toda a equipa da Al Jazeera, sentíamo-nos paralisados. Aquilo era superior a nós. Éramos apenas dois câmaras e dois repórteres. Não chegava.
Repórteres, jornalistas de Doha e de Bagdade, e outras pessoas de Fallujah, todos continuavam a chamar-nos para filmarmos o que estava a acontecer, e as ambulâncias continuavam a vir e ir.
Nós ouvíamos pessoas a gritar dentro do hospital, porque já não havia sedativos. Tinham de cortar pernas sem mais ajudas.
Em alguns momentos, eu não podia andar mais. Sentava-me na rua a fumar. Não podia andar. Eu via o que se passava à minha volta, mas não podia andar. Khallas (chega!). Não tinha mais forças.
 
Cadáveres espalhados nas ruas
 
Mas isto faz-me lembrar os heróis de Fallujah de que ninguém fala.
 
Como este velho. Ele tinha uma vagoneta que todos os dias ele conduzia pelas ruas para atender as pessoas que lhe diziam que havia um morto nesta ou naquela rua, onde ninguém podia ir porque ali estava um atirador.
Então ele ia lá, parava a viatura e de joelhos rastejava até ao corpo e trazia-o para a vagoneta. Um dia ele trouxe cinco corpos.
Alguns deles tinham morrido há mais de uma semana, mas ninguém tinha ousado retirá-los. Outros, os cães tinham começado a comê-los.
Enquanto estive em Fallujah, eu sabia que cada simples movimento captado pela minha câmara não se dirigia a mim. Era para as pessoas que viviam lá dentro. E para as pessoas de fora que deviam saber o que se estava a passar. Era como um SOS.
Os norte-americanos diziam que as nossas imagens alimentavam o ódio contra eles. Mas o que eu fazia era tão só mostrar o que o exército deles fazia no terreno.
Não os odeio e não quero vingança, só desejo que eles tenham percebido o que andaram a fazer.
E às vezes eu desejo que a minha mente fosse como um computador que se pudesse formatar. Ou que pudessemos ir ao hospital para nos removerem peças da nossa memória.
Em Fallujah, havia momentos em que eu punha a câmara ao pé de um morto e sentia que estava a perder a coragem. Devido à dose de guerra que eu vi. Era como que uma overdose.
Não só para mim, mas também para a minha família em Bagdade.
Durante o mês em que eu estive em Falujah, a minha mãe passava todo o tempo a ver TV, porque ela sabia que o seu filho estava ali e sabia que aquelas imagens eram filmadas por ele. Às vezes nós não nos podíamos falar durante alguns dias.
Um dia ela ouviu a notícia de que os norte-americanos iam tentar chegar até ao centro da cidade. Ela não suportou mais. Foi aos escritórios da Al Jazeera em Bagdade e gritou: “Tragam-me o meu filho de volta!”
Eu fiquei embaraçado, mas a minha mãe é, bem, é mãe.
Na mesma altura, durante a noite, nós recebemos um telefonema do director geral da Al Jazeera. Ele quis falar com todos os elementos da equipa. O coordenador, eu, todos.
Ele disse: “Muito obrigado, gostamos muito do trabalho que vocês estão a fazer”E então disse: “Se vocês quiserem vir embora de Fallujah, nós mandaremos alguém e vamos tentar tirar-vos daí.”
Todos nós recusámos. Toda a gente quis ficar.
Porque é que nós deveríamos estar melhor do que as mulheres e crianças de Fallujah? Ninguém lhes tinha telefonado a perguntar se eles queriam ir dali embora.”
Numa declaração escrita à Al Jazeera, o Tenente-Coronel Curtis L.Hill, director das relações públicas da força multi-nacional no oeste do Iraque, negou que as forças comandadas pelos norte-americanos abrissem fogo sobre “civis desarmados”.
“As forças da coligação estavam lá para capturar os terroristas responsáveis pela morte de quatro empreiteiros norte-americanos. Não teriam disparado sobre civis desarmados ao tentarem sair da cidade.” disse ele.
Quando lhe perguntaram especificamente se tinha havido ordem de cessar fogo no dia 9 Abril, ele disse que as tropas “deixaram de avançar embora eu creia que a data foi o dia 11 Abril”.
 
Entrevista compilada por StephanieDoetzer
Laith Mushtaq é natural de Bagdade e juntou-se ao canal árabe Al Jazeera em 2003. Ele está agora destacado em Doha.

Os verdadeiros terroristas! (As crianças de Fallujah)

Os verdadeiros terroristas!


Além das imagens chocantes, porém, o que mais me choca é ver ouvir as pessoas concordarem ou não darem a mínima para o sofrimento deste povo, o subjulgamento ao qual eles e, até eu se for aos EUA serei submetida, por ser descendente de árabe, por ser Salim. Até quando as pessoas vão continuar inertes em suas vidas medíocres?! Espero que abram os olhos, mas principalmente as suas mentes. Estou cansada de ver esta TV Aberta, principalmente a ...Se bem que, de uma forma ou de outra, quase nenhuma delas tem o intuito com a verdade e com a JUSTIÇA, que é bem diferente do significado de Direito, a virtude de dar a cada um aquilo que é seu. A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência, isso é a JUSTIÇA.
A fonte ao qual foi retirado o texto e imagens, é do BOG do MEU NAMORADO http://blogdomonjn.blogspot.com/


Ah, pra quem não sabe namoro de 7 anos, não é apenas namoro, é compromisso, cumplicidade, é amor, é paixão, respeito, carinho... Só não estamos casados, na igreja e nem no cartório, mas creio que o mais importante, é o que temos, ou seja, um ao outro. Assim, espero que não haja nenhuma Lacuna, sobre o que há entre o Jorge Ubirajara B. N. e eu Andréia Salim.


As crianças de Fallujah




Em 2003 os Estados Unidos e seus aliados invadiram o Iraque com o argumento de que iam tomar-lhe as armas de destruição em massa que ameaçavam a segurança planetária. Na sequência ficou comprovado que as tais armas não passavam de ficção.


Além disso, o país que se credenciava como o herói que salvaria a humanidade de armas bestiais não vacilou em utilizar armamento, que por seus efeitos e crueldade, é proibido pelas convenções internacionais, como, por exemplo, o fósforo branco.[1]



Outra munição devastadora utilizada contra os iraquianos foi a bomba de fragmentação. Esse artefato, que mantém seus efeitos mesmo após encerrado o conflito, recebeu o repúdio de 93 países que em 2008 assinaram um tratado visando a sua proibição. Os Estados Unidos não compareceram ao encontro.[2]



Mas as incoerências não cessam por aí. Se os presidentes americanos, desde Bush até Obama, fazem discursos escandalizados contra o urânio utilizado pelo Irã em seu programa nuclear (programa esse que até agora não se conseguiu provar que é para fins bélicos), as suas tropas, por sua vez, não se acanharam em utilizar urânio empobrecido no Iraque.[3]



O principal alvo dos ataques de urânio foi a cidade de Fallujah onde se travaram duros embates em 2004. As trágicas consequências para a população civil transcendeu o período do auge dos bombardeios. A radiação liberada pelo urânio utilizado está causando câncer, problemas cardíacos e no sistema nervoso além de defeitos congênitos em crianças recém nascidas.

"Vi fotos de bebês nascidos com um olho no meio da testa, com o nariz na testa", disse a pesquisadora iraquiana baseada na Inglaterra Malik Hamdam.[4]



De acordo com os médicos que atuam no Iraque antes de 2003 ocorria um caso de defeito congênito a cada dois meses, aproximadamente. Hoje eles se deparam com esse problema todos os dias.

Cabeças maiores do que o normal, problemas de coração, nos olhos e nos membros inferiores, além de outras anomalias têm sido constatadas frequentemente conforme afirma o neuro-cirurgião Abdul Wahid Salah.[5]



Abaixo seguem algumas imagens chocantes divulgadas pela mídia inglesa, umas pelo tablóide The Guardian[6] e outras pelo Daily Mail Online[7], que dão uma idéia do trágico resultado da bestialidade imperial:


The Guardian:












Daily Mail Online:












___________________________________________________
[1] Pentágono admite uso de fósforo branco no Iraque (16/11/2005):

[2] Assinado tratado contra armas de fragmentação (04/12/2009):

[3] Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa, por William Bowles (24/03/2010):

[4] Iraquianos denunciam aumento de defeitos congênitos em Fallujah (04/03/2010):

Child deformities 'increasing' in Falluja (04/03/2010):

Iraq littered with high levels of nuclear and dioxin contamination, study finds (22/01/2010):

[5] Huge rise in birth defects in Falluja (13/11/2009):

[6] The children of Falluja:

[7] The curse of Fallujah: Women warned not to have babies because of rise in birth defects since U.S. assault (05/03/2010):

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